“Toda pessoa de cabelo cheio que entrava eu achava que era você. Assim como acho quando estou na rua, no supermercado, na fila do cinema, dormindo. Virei uma caçadora de pessoas. Virei uma caçadora de você em todas as pessoas. Então você chegou na festa. E eu apenas sorri e sorri e sorri. Porque era isso. Eu queria te ver apenas.”
“Muitas pessoas ficaram pra trás, outras tantas deixei passar. Não sei de que lado você está. Bem. A vida segue, não sei como, mas é confortável pensar assim. Talvez eu esteja desafiando alguma lei da física, mas já tenho saudade de um futuro que não viverei. São as estradas da vida. Só se pode seguir uma delas, sem nunca saber como seriam as outras. Acontece assim também com alguns amores.” Gabito Nunes
“O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele.” Tati Bernardi
“Sou sua mas não posso ser, sou seu mas ninguém pode saber. Amor eu te proíbo de não me querer.” Nando Reis
“Às vezes não parece, mas você é adorável, garota. E se o mundo não tem dado a mínima pra você, o azar é do mundo, e não seu. E a sorte é nossa.” Gabito Nunes
Eu gostei de você como gostava de raspar a bacia em que minha mãe batia a massa do bolo. Foi, sim. E também gostei de você como gostava de andar no meio-fio sem cair nenhuma vez. Gostei de você como gostava de pegar uma maçã na fruteira, subir no meu pé-de-nada (nunca brotava frutinha) e comer tranquila. Gostei de você como gostava da sensação de acabar um livro e sentir como se tivesse voltando de uma longa e incrível viagem. Gostei de você como gostava da tapioca da minha vó, de ser mimada quando gripava, de brincar de amarelinha e de fingir que era cantora. Gostei de você como gostava de Chaves, e de desenho animado.
Mentira, mentira, tudo mentira…
Ainda gosto.
Ainda gosto.
(via boanoitecinderela)
Não há nada de errado em - de vez em quando - chorar e pedir a Deus que nos coloque no colo.
(Source: prosa-poesia, via flor-de-jade)
Tenho cada vez mais certeza, seja através de filmes, livros ou através da mais pura realidade, que quando algo ou alguém te causa muitos problemas e você sofre durante algum tempo, algo de muito bonito e lê-se: melhor, acontece depois. Como uma recompensa por aquele tempo ruim. É como um sol daquele bem quente e enorme, que te esquenta e te dá luz, depois de noites em claro, choros baixinhos no travesseiro e aquela solidão latejando na sua cabeça tão atordoada. Por merecimento ou não, nada mais justo: felicidade nunca é demais.
(Source: cher-la-vie, via flor-de-jade)
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença. O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro. Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor. Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada. Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
(Source: relicariodemim, via aboutmarialuiza)
“Me dói ter passado tanto tempo atenta a ele — quando ele nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura.” CFA